Respiração

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FASES DA RESPIRAÇÃO

Distinguem-se quatro partes de cada ciclo respiratório: inspiração, retenção com ar, expiração e retenção sem ar.

INSPIRAÇÃO

Sempre deve começar expandindo o baixo ventre e a região abdominal, depois a região intercostal ou média e, finalmente, a parte alta do tórax, que deve elevar-se devido à ação dos músculos intercostais. No final da inalação contrai-se ligeiramente o baixo ventre, para provocar maior expansão do tórax. A inalação deve ser uniforme e contínua e, salvo exceções, será nasal, lenta, profunda, consciente, com a mínima projeção do alento, completa e silenciosa. Encha os pulmões com prazer e visualize que o oxigênio e a energia vital são absorvidos. Os músculos faciais e toda a pele do rosto devem estar descontraídos. Os olhos permanecem fechados para que possa perceber melhor o que acontece no interior do corpo. No fim, quando feito com perfeição, os pulmões estão tão cheios que não é possível introduzir neles nem um centímetro cúbico a mais de ar.

No ato de inspirar você se coloca numa atitude aberta, receptiva. Recolhe o universo dentro de si e extrai dele a energia que necessita. Relaciona-se com a sua capacidade de receber.

RETENÇÃO COM AR

É a retenção do fluxo respiratório. A retenção ocupa um lugar de destaque dentro da prática das respirações, pois é durante a retenção que se processa a assimilação da energia vital. Para fazer a suspensão, é preciso primeiramente fechar a glote.

O tempo desta retenção poderá variar de acordo com o tipo de ritmo respiratório e a unidade de contagem que usar. Evite suspender a respiração durante demasiado tempo, pois isto pode provocar taquicardia e respiração ofegante. É importante que todo o corpo fique relaxado durante a retenção. A sua evolução deverá ocorrer num ritmo metabolizável, ou seja, você não deve forçar além dos limites naturais do organismo.

A melhor forma de reter o ar, por tempo prolongado, é evitar encher os pulmões até o limite. Respiratórios acompanhados de retenção têm por objetivo aumentar o tônus do organismo e estimular as funções fisiológicas. Nas primeiras práticas é comum sentir uma ligeira tonteira. Porém, nunca é demais consultar um instrutor formado para corrigir possíveis erros de execução.

A retenção corresponde à capacidade de aprofundamento, estabilidade, concentração, vitalidade e assimilação. É a fase mais importante da respiração.

No próximo e-mail, as fases expiração e retenção sem ar.

Texto extraído do livro “Respiração total” de Ro de Castro.