Respiração

 

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RESPIRAÇÃO

EXPIRAÇÃO

A exalação é feita descontraindo o diafragma e contraindo vagarosa e controladamente a musculatura abdominal. Da mesma forma, a musculatura intercostal se recolhe. Não se deve forçar excessivamente a expiração, a não ser em técnicas específicas.

O expiração é nasal, completa e silenciosa, salvo algumas exceções. Retira-se o ar dos pulmões o máximo que se conseguir. É importante a uniformidade na expiração. Mantém-se o mesmo ritmo até a expulsão completa do ar.

Relaciona-se com a expansão do ser, com a entrega, a capacidade de se doar. É um momento de descontração e de descanso.

RETENÇÃO SEM AR

É a fase na qual o aparelho respiratório permanece totalmente vazio, excetuando obviamente aquele volume de ar residual que sempre fica nos pulmões.

É preciso executá-la com bastante atenção e cuidado para evitar possíveis desmaios devido à falta de oxigênio no cérebro. Por isso, jamais faça-a em pé.

Pessoas com problemas pulmonares ou cardíacos, principalmente com hipertensão, devem abster-se de fazer retenções prolongadas, tanto com pulmões vazios quanto com eles cheios.  É fundamental o acompanhamento por um profissional qualificado, formado e atualizado. Este procedimento é adotado em nossas escolas. Tome o cuidado para não cair nas mãos de um instrutor de “fundo de quintal”.

Psicologicamente, a retenção sem ar produz abstração, silencio interior, consciência dos próprios limites. Ao ser muito prolongado pode acontecer uma intoxicação por excesso de anidrido carbônico, muito útil para alcançar estados elevados de consciência, mas que deve fazer-se unicamente com acompanhamento de um instrutor competente a fim de evitar efeitos indesejados.

Texto extraído do livro “Respiração total” de Ro de Castro.