O mais denso eclipsa o mais sutil

consciencia (2)

No Universo, sempre o mais denso eclipsa o mais sutil. Por exemplo, se você olhar para o céu durante o dia não verá as estrelas. No entanto, elas estão lá, só que seu brilho é muito mais sutil do que o do Sol. Assim, a luz do Sol (mais intensa) eclipsa a luz das estrelas (mais sutil).

No nosso estudo do fenômeno de consciência expandida, precisamos compreender que o ser humano é constituído por uma série de princípios, também chamados de veículos ou de corpos, com diferentes coeficientes de densidade.

Assim, o corpo físico, por ser mais denso do que o corpo emocional, tende a eclipsar as emoções. Ou seja, se o corpo físico estiver solicitando a atenção da consciência – se a consciência estiver fluindo pelo canal físico – a manifestação das emoções fica prejudicada. Exemplo: quando você está praticando esportes ou pulando no carnaval sua atenção está dirigida ao corpo físico. Nessa circunstancia, você não está nas condições ideais para desfrutar de um romance ou realizar uma prece.

Sob uma digestão pesada, consciência de uma refeição abusiva, seus sentimentos ficam embotados. Mas em jejum, ao contrário, suas emoções emergem à flor da pele!

Da mesma forma como o físico (mais denso) eclipsa o emocional (mais sutil), o emocional que é mais denso que o mental, eclipsa a mente. Se você estiver tentando estudar ou trabalhar, mas encontra-se emocionado por paixão ou por ciúme, por ódio ou por medo, não renderá nada naquela atividade intelectual. Todos comentam:

– Fulano está cego de paixão (ou cego de ódio).

E os que não estiverem envolvidos, aconselham:

– Não tome nenhuma decisão com a cabeça quente.

Todo o mundo sabe que sob a emoção a mente fica obscurecida.

Da mesma forma que o emocional (mais denso) eclipsa o mental (mais sutil), assim também o mental que é mais denso que o intuicional eclipsa esse instrumento. Noutras palavras, se a mente não parar, a intuição não fluirá.

Texto extraído do livro “Tratado de Yôga” do Preceptor DeRose.