Gratidão: uma virtude que estimula a atitude empreendedora

shutterstock_93945211.jpgAo ler esse título, talvez você se pergunte que relação posso encontrar entre a gratidão e a atitude empreendedora. É que, analisando a importância que culturas e filosofias antigas atribuem a essa virtude, fui reconhecendo que esta pode ser uma força poderosa, positiva e criativa. Refiro-me a uma gratidão desprovida de religiosidade, conectada com o simples reconhecimento inteligente do que possuo e o  que não tenho o desejo de conseguir.

Para exemplificar esse conceito, dedique alguns minutos a fazer uma lista das coisas que possui e aquelas que não possui. Te convido a fazer esse mínimo exercício e você se surpreenderá ao observar o quanto maior é a primeira lista em relação à segunda. Nisso não se incluem apenas objetos materiais, mas também muitas das coisas boas que temos e que não possuem valor monetário, justamente porque as temos. Desde saúde até afeto…

Eu propus a várias pessoas fazer o mesmo e sempre obtivemos um resultado similar. Além disso, em todos os casos, reconheceram que muitas vezes o que lhes faltava os impedia de ver as coisas que há haviam conquistado.

Antes que relacione isso com uma paralisante atitude conformista, quero deixar claro que, pelo contrário, ser consciente do conquistado reforça a vontade para atuar e alcançar ainda mais novos objetivos.

Talvez a gratidão seja a mais sutil das virtudes e, por isso, permanece bastante oculta. É a mais agradável de todas: uma espécie de dom que quando se desenvolve nos dá sempre a possibilidade de ganhar, porque nada se perde por possui-la. É uma espécie de eco que multiplica as outras virtudes, segundo afirma o filósofo francês André Comte-Sponville.

Os empreendedores, especialmente os mais jovens, costumam ter uma atitude de gratidão e solidariedade com o mundo em que habitam, no qual desejam construir, inovar, gerar uma renovação positiva e em todo momento compartilhar o conhecimento com os demais.

No mundo empresarial, os líderes devem por em prática a gratidão através de atitudes cotidianas tal qual escutar as propostas de inovação, compartilhar conhecimentos, estar perto de seus liderados, descobrir e potencializar seus talentos, compartilhar tempo e gerar laços de amizade de formas independentes dos níveis hierárquicos. Deve ser uma amizade com alegria recíproca e não com o sentimento de dívida, dado que os amigos não se devem nada porque é uma relação de mão dupla. Essa proximidade permite que o conhecimento e a inovação se multipliquem e circule em todos os âmbitos, enriquecendo aos indivíduos e a empresa. É uma troca de paradigma útil, necessário e gerador de felicidade.

Sou convicto de que viver com gratidão estimula o ato de fazer para retribuir e, como consequência inevitável, gera riqueza em todos os aspectos da vida.

Esse é um texto incrível do Mestre Edgardo Caramella, livremente traduzido.

Texto original disponível aqui.

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