A Medalha com o ÔM

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A MEDALHA COM O ÔM

DISTINTIVO DO YÔGIN

Um dia sonhei com um sábio hindu ofertando-me um objeto carregado de força ancestral, algo que se materializara em meio a um torvelinho de luz dourada na palma da mão dele, bem diante dos meus olhos.

Quando a névoa de luz se dissipou e pude ver melhor, era uma medalha muito bonita, com aparência bem antiga e gasta pelo tempo, detentora de uma magnificência e dignidade tão evidentes que saltavam aos olhos. No centro, pude reconhecer o ÔM, símbolo universal do Yôga, em sânscrito, escrito em alfabeto dêvanágarí.

Foi apenas um sonho, sem nenhuma pretensão a precognição. Mas um sonho nítido e forte, cuja lembrança permaneceu clara em minha memória por muito tempo.

Passaram-se os anos. Fui inúmeras vezes à Índia, por mais de vinte anos. Nos Himálayas, frequentei Sivánanda Ashram, onde tive aulas de diversas modalidades de Yôga. Lá havia uma biblioteca com obras raras e preciosas, algumas bem antigas. Foi remexendo num desses livros que encontrei o ÔM com um traçado que me fascinou. Era esteticamente superior aos que habitualmente aparecem na maior parte dos livros. Havia uma harmonia e um equilíbrio impressionantes. Deixei-me viajar por dentro de suas linhas de força e entrei em meditação profunda enquanto o contemplava.

Terminada a experiência, eu estava arrebatado por esse símbolo incrivelmente forte. Não resisti e fotografei-o. Décadas após, descobri que muitos anos antes de ir à Índia eu já havia encontrado um ÔM praticamente idêntico e que me fascinara igualmente, num livro do próprio Sivananda, em edição mais recente. Depois, esqueci-me dele e fui reencontrá-lo no mosteiro dos Himálayas. Certamente, por estar sozinho naquele ambiente meio mágico, isso terá produzido um efeito emocional diferente ao reencontrar o traçado do ÔM com o qual eu já naturalmente percebera tanta sintonia.

Voltando da Índia, mandei fotolitar e ampliar o ÔM. O resultado foi surpreendente. As pequenas irregularidades da impressão antiga sobre o papel rústico ficaram bem pronunciadas. O contorno do Ômkára adquiriu uma aparência ainda mais ancestral e desgastada pelo tempo.

Nenhum desenhista ocidental ou moderno tocou nesse símbolo. Ficou tão bonito que os meus alunos e demais instrutores, todos, queriam uma cópia. Começaram a surgir medalhas de ouro, mandadas fazer pelos alunos, tentando imitar esse nobilíssimo ÔM, mas, evidentemente, os ourives não conseguiam e, com frequência, ocorriam erros graves no traçado ou nas proporções. Tais incorreções eram imperceptíveis aos leigos, não obstante, capazes de alterar suas características. Quando os não-iniciados mandam executar uma medalha com o ÔM normalmente incorrem em alguns erros. Para evitá-los, atente ao seguinte:

  1. a) Habitualmente os profissionais de ourivesaria que executam o ÔM não entendem nada do símbolo que estão tentando reproduzir e terminam por cometer erros grosseiros, muitas vezes fazendo desenhos de mau-gosto e que perdem a característica original, anulando seus efeitos positivos.
  2. b) Fora isso, pelo fato de o ouro ser metal caro, faziam-no recortado por medida de economia. Ora, era comum que a medalha virasse, ficando com a imagem invertida, oferecendo à percepção visual do observador uma antítese do yantra ÔM! Como o poder dos símbolos traduz-se pela leitura inconsciente dos arquétipos codificados em setores obscuros da mente humana, essa inversão gerava o oposto do que os portadores daquelas medalhas esperavam. Não sei se por coincidência, mas a maioria das pessoas que utilizavam esse ÔM que virava e ficava invertido, terminava por dar sinais de falta de sintonia.

Por essas razões achei mais prudente assumir a responsabilidade de mandar cunhar as medalhas, com o ÔM forte que tinha trazido dos Himálayas, obedecendo ao design da medalha com a qual havia sonhado anos antes e com a mesma liga de metal que costuma ser utilizada no artesanato indiano, o brass (liga de cobre e zinco). Assim, mandei cunhar uma medalha¹ em forma antiga, tendo de um lado o ÔM circundado por outras inscrições sânscritas…

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… e do outro lado o ashtánga yantra, símbolo do SwáSthya Yôga.

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¹ Em respeito ao leitor e para preservar nossa boa imagem, sentimo-nos na obrigação de informar que pessoas desatentas estão comercializando, sem a nossa autorização, cópias piratas desta medalha, algumas com péssimo acabamento e com erros nas inscrições sânscritas. Informamos que a Medalha com o ÔM está registrada no INPI como propriedade industrial e na Biblioteca Nacional como propriedade intelectual. Se alguma empresa desejar autorização para reproduzi-la deverá entrar em contato conosco pelo telefone (11) 3081-9821, celular (11) 99976-0516 e-mail: presidente@metododerose.org.

Quando a primeira medalha ficou pronta, emocionou a todos pela sua superlativa beleza, harmonia, sensibilidade e força. Para começar, era uma obra de arte. Nunca antes eu vira uma medalha com o ÔM tão bonita em parte alguma do mundo, nem na própria Índia.

Mesmo na Índia as pessoas nos perguntam onde conseguimos uma peça com essa autenticidade tão marcantemente estampada. Quando tiramos a medalha do pescoço e lhes presenteamos, comovem-se, seus olhos ficam úmidos e agradecem duas ou três vezes. Anos depois, se nos reencontramos, vemos que ainda a estão usando e que lembram-se do nosso nome.

Aliás, em todos os países por onde o SwáSthya Yôga se expandiu, o ato de tirar a sua medalha do pescoço e presentear com ela a alguém, ganhou um forte significado de homenagem especial e de uma declaração formal de amizade verdadeira. Esse ato tão singelo tem adquirido um sentido muito profundo de carinho e quem recebe a medalha torna-se, para sempre, um amigo leal e sincero.

Graças ao costume de portar a medalha, as pessoas estão o tempo todo se descobrindo, encontrando-se, conhecendo-se, ampliando seu círculo de amizades nos aeroportos, nos trens, nos ônibus, nos teatros, nos shows, nas universidades. Yôga significa união. Pois a medalha com o símbolo do Yôga está cumprindo muito bem essa proposta de unir as pessoas afins!

O USO DA MEDALHA COM O ÔM

Evidentemente, portando um tal símbolo, estabelecemos sintonia com uma corrente de força, poder e energia que é uma das maiores, mais antigas e mais poderosas da Terra. Por isso, muita gente associa com a ideia de proteção o uso de uma medalha com o símbolo do ÔM. Embora sejamos obrigados a reconhecer certa classe de resultados dessa ordem, entendemos que tal não deve ser a justificativa para portar a medalha, pois, agindo assim, ficaríamos susceptíveis de descambar para o misticismo e não queremos isso. Deve-se usá-la de forma descontraída e se nos dá prazer; se estamos identificados com o que ela significa e com a linhagem que representa. Não por superstição nem para auferir benefícios.

Texto do livro Ser Forte, autor DeRose.

Na nossa escola temos a medalha de prata e bronze, em 3 tamanhos.

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