O Poder dos Hábitos e Condicionamentos

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O Poder dos Hábitos e Condicionamentos

 

Por que somos condicionados?

Na natureza, todo condicionamento tem o intuito de manter o bom funcionamento biológico de cada indivíduo e de toda uma espécie, garantindo-lhe sobrevivência e reprodução.

Recebemos, no nascimento, um kit de condicionamentos genéticos inatos, que permitem a continuidade da vida para a maioria de bebês humanos. Depois, pais, irmãos, amigos e preceptores continuam os nossos processos para o condicionamento, denominado de educação.

A função dos condicionamentos é preditiva: serve para antecipar a resposta de prazer ou alertar sobre plausíveis perigos, ou seja, de garantir que continuemos vivos.

Eles serão sempre moldados pelo local, tempo e grupo cultural. Tem, entre outros empregos, garantir o ajustamento do indivíduo ao meio social, de forma que este lhe garanta segurança e proteção.

Um condicionamento novo é neurologicamente, um reflexo condicionado temporário e que, se considerado importante, será reproduzido tantas vezes quanto acharmos necessário, consciente ou inconscientemente. Tornar-se-á então um reflexo condicionado duradouro. A partir daí, poderemos voltar-nos para outros aprendizados, pois este já está inserido, transformando-se num hábito.

O hábito

Os hábitos, bons ou ruins, preenchem uma série inumerável de necessidades humanas, físicas e psíquicas, reais ou imaginárias, que integram a existência. Automatizados, regem o nosso cotidiano e deixam a vida mais fácil, possibilitando que possamos fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, como por exemplo, dirigir, ouvir rádio e ainda conversar.

A desvantagem do hábito é que uma vez assimilado, treinado, ele molda o nosso comportamento, ou seja, fazemos, pensamos, sentimos e cremos sempre do mesmo jeito. E resistimos conscientes, mas principalmente inconscientemente, às mudanças.

As Práticas do dia-a-dia estimulam novos condicionamentos, alterando hábitos arraigados, que resistirão bravamente a serem substituídos por outros mais inteligentes.

O círculo vicioso do hábito

Imaginemos uma situação na qual queremos emagrecer. E resolvemos que a melhor forma é a adoção de uma dieta alimentar de baixo consumo calórico combinada com atividade física moderada. Esta associação normalmente funciona muito bem para quem deseja perder peso.

Como primatas inquietos e curiosos que somos, adoramos novidades. Por isso, os primeiros dias de dieta correm maravilhosamente bem. Sentimo-nos felizes e orgulhosos de nossa determinação, disciplina e os resultados já podem ser notados.

Porém, alguns dias depois, alguns velhos hábitos estabelecidos, sentindo-se ameaçados, encetam a manifestar-se. Para isso, utilizam-se de um artifício sutil, discreto, mas poderoso: a exceção.

É quando condescendemos, e comemos uma pequena guloseima. Aliás, duas guloseimas, pois elas são umas delícias e são tão pequenas. “Com certeza, não influenciarão na dieta.” – nos enganamos. E depois, está muito calor e os amigos convidaram-me para um happy hour. – “Segunda-feira eu volto a caminhar e fazer a dieta.”

E assim, os antigos hábitos voltam a dominar a cena comportamental. Consciente, e mais ainda inconscientemente, todas as vezes que desistimos de uma resolução, como da adoção de novos hábitos que consideramos mais inteligentes, o resultado é uma grande frustração e, consequentemente, a redução da autoestima. Isto gera um círculo vicioso comportamental que reforça a estagnação, a resistência à mudança e a conservação dos hábitos arraigados.

* Textos extraídos do livro Administração do Tempo, do Prof. Joris Marengo, que é o ministrante do curso e também da palestra sobre Intuição, a nova ferramenta nos negócios, que ocorrerá dia 6 de outubro às 11h, na Escola DeROSE Mooca.

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