Atos de Poder

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Condicionar é sujeitar a vontade a um determinismo; sugestionar, convencer, persuadir (Dicionário Houaiss). A vida humana em grupo, embora seja uma vantagem evolutiva, submete, sistematicamente, a vontade às regras e normas. Esta dominação decisivamente diminui as chances do macaco-humano manter-se conectado com sua individualidade, minando nele o impulso criativo, a coragem mamífera inata, a curiosidade congênita e as suas habilidades comunicativas.

Portanto, não devemos nos surpreender ao nos depararmos com uma espécie com tanta baixa autoestima como a nossa. De forma subliminar, é identificado na cultura humana um mecanismo inibidor para sabotar a superação dos limites.

O motivo é que esta sobrepujança aos condicionamentos representa potência e transcendência às regras e normas, sendo o indivíduo livre visto como uma possível ameaça à estabilidade individual e tribal dos membros de um determinado grupo social.

Aprender a mudar hábitos produz disciplina e resgata a vontade, conduzindo-nos a um novo degrau de comando sobre os condicionamentos, substituindo-os por novos, mais inteligentes, construindo uma espiral de gratificação, autoestima e evolução comportamental. Gera potência!

O segredo é iniciar com mudanças de hábitos aparentemente insignificantes. Mas a diferença é que, uma vez que tenhamos assumido o compromisso de realizar esta pequena mudança comportamental, jamais reproduziremos o hábito antigo.

Algumas semanas depois, com as novas atitudes sedimentadas, substituiremos alguns outros poucos comportamentos condicionados sem importância. E não repetiremos a antiga maneira de fazer aquelas coisas. Chamamos a esta nova maneira de realizar nossas tarefas de Atos de Poder.

Adotando progressivamente novos hábitos, em pouco tempo se descobrirá que o segredo de mudar um costume está em discipliná-lo. A disciplina produzirá eficácia para fazer qualquer mudança e quebrar condicionamentos repressivos, inibidores da criatividade e coragem, ampliando o espectro de oportunidades e escolhas evolutivas e inteligentes.

Um dos efeitos mais visíveis quando passamos a cultivar atos de poder, é o desabrochar da consciência de valor.

Valor é a plena consciência de nossas habilidades e talentos. Também é definido como a qualidade humana de natureza física, intelectual ou moral, que desperta admiração ou respeito; condição excepcional; talento, habilidade, maestria.

Adquirir esta consciência é conquistar conhecimento do que somos, e não apenas do que temos. Quanto mais nos conhecermos, mais valor outorgamos a cada momento da nossa vida. Tudo se torna uma experiência única de autoconhecimento, autossuperação, acordando todos os dias para novas habilidades até então desconhecidas dentro de nós.

O desdobramento desta percepção é uma elevada autoestima e o início efetivo da gestão do tempo.

Você já percebeu que a grande maioria das pessoas alega que não cuida do corpo por absoluta falta de tempo? Pois com a administração do tempo criamos um espaço na nossa agenda de compromissos e tarefas para prestar atenção no nosso organismo, conquistando a tão almejada, falada e pouco cultivada qualidade de vida.

Desta forma, criamos um círculo virtuoso dos atos de poder, numa espiral ascendente de evolução, saúde, controle de stress, elevada autoestima, percepção de valor e autoconhecimento.

 

* Textos extraídos do livro Administração do Tempo, do Prof. Joris Marengo.

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